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Jovens na metrópole pedaços e trajetos |
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Este artigo, cuja base é a comunicação feita numa das mesas-redondas por ocasião das comemorações dos 30 anos da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica,em 2008, propõe-se mostrar a contribuição da antropologia para o entendimento da atual dinâmica dos grandes centros urbanos contemporâneos. Diferentemente das visões que enxergam as metrópoles sob o prisma exclusivo da violência , do caos e da fragmentação, o olhar etnográfico – com seu foco “de perto e de dentro” – identifica regularidades e padrões que permitem aos atores sociais construir arranjos coletivos (e criativos) de uso do espaço e dos equipamentos urbanos. Dois casos, a Expedição São Paulo 450 anos e especialmente a etnografia dos straight edgers, em seus pedaços e trajetos, ilustram os desafios do enfoque antropológico voltado para assentamentos humanos na escala das atuais metrópoles e seu rendimento para a compreensão do comportamento dos atores sociais que aí estabelecem suas estratégias de vida.
José Guilherme Cantor Maguinani
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