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A Sombra e o mal o paradoxo do arquétipo central |
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Um Estudo da ética pela Psicologia Simbólica Junguiana
A sombra, concebida pela Psicologia Simbólica Junguiana como a sede do mal, é imprescindível para o processo de individuação e de humanização pelo fato de conter, fixados em seu interior, símbolos e funções fundamentais para a vida. Nesse sentido, como na parábola do filho pródigo, os símbolos e funções da sombra merecem ser buscados mais do que os símbolos normais, pois enquanto estes já estão sendo elaborados no caminho da plenitude e do bem, aqueles estão fixados e alienados no caminho do mal. Pelo fato de os símbolos da sombra estarem dissociados devido `a fixação e oferecerem resistência à elaboração, o reconhecimento da importância da sombra e o seu confronto merecem todo o apreço dos que buscam o desenvolvimento da consciência e da ética. Prosseguindo, o autor discorre sobre a dificuldade que Jung teve para inserir o bem e o mal lado a lado dentro da divindade e do Self, por desconhecer, até a década de 1950, que o ego da consciência e o ego da sombra são o produto da elaboração simbólica coordenada pelo Arquétipo Central. O paradoxo ético do Arquétipo Central é que ele busca a totalidade por meio da atuação normal e também da patológica . A explicação do paradoxo é que o Arquétipo Central almeja acima de tudo impulsionar a vida, seja através do bem ou do mal e, ao mesmo tempo em que expressa o mal, propicia o resgate dos símbolos e funções nele contidos por meio da função estruturante da ética.
Carlos Amadeu Botelho Byington
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