Revista Junguiana 7

Revista Junguiana 7 – Esgotada

Dalla Mama, Estudo do Arquétipo da Grande – Mãe em Seus Aspectos Ligados à Mesa Italiana à Festa de San Genaro

Valdir Pricoli

O autor parte do estudo do arquétipo da Grande-Mãe e do dinamismo matriarcal dando ênfase ao simbolismo do alimento, mostrando a importância destes símbolos na estruturação da consciência individual e coletiva. Faz refer6encias à imigração italiana em São Paulo e a sua influ6encia cultural. Correlaciona o mito de Dioniso e de Deméter-Core à festa e milagre de San Genaro como vivência individual e coletiva de transformação e rejuvenescimento. A libertação do feminino, e da Grande-Mãe, das defesas patriarcais na cultura ocidental, são também abordadas.

revista junguiana 7Sobre Deuses e Médicos –  O Reencantamento da Medicina

Mário Alfredo de Marco

Examina-se neste artigo a situação da medicina, que ao acompanhar a trajetória da ciência, se afasta dos domínios da alma. Observa-se a tentativa de reintegração que vem se processando a partir da virada do século, tentando acompanhar as dificuldades e vicissitudes do processo. Procura-se demonstrar que a teoria arquetípica, formulada por Jung, fornece um modelo que possibilita um equacionamento e uma superação da polarização rígida das antinomias alma-corpo, espírito-matéria, objetivo-subjetivo, ci6encia-religião, o arquétipo psicóide e a dimensão imaginária como reino intermediário entre as dimensões física e psíquica representam a ponte possível entre esses domínios.

 

Serpente Gumana – Imagens Oniricas Representando o Desenvolvimento da Consciência do Corpo e o Processo de Transformação da Anima

Carlos Alberto Salles

Sonhos de um analisando representando o desenvolvimento da consciência do corpo e o processo de evolução da anima foram apresentados conjuntamente com uma discussão a respeito de algumas imagens arquetípicas, como a “serpente”, a “mulher-serpente”, “a água”. Neste trabalho também procuramos mostrar a correlação existente entre a inconsciência do corpo e a indiferenciação da anima, alguns mecanismos de defesa na impotência e também alguns símbolos de união da mente com o corpo. Também foram feitos alguns comentários a respeito do primeiro estágio do processo de individuação e o estágio da conquista da consciência do corpo, a qual segue um curso céfalo-caudal.

 

Ensinar – Aprender – Uma Polaridade no Desenvolvimento Simbólico

Iraci Galiás

A autora aplica conceitos da Psicologia Analítica e Psicologia Simbólica à Educação, examinando a relação professor-aluno. Assim, discute os conceitos de Self Pedagógico, Vaso Pedagógico, Transferência e Contratransferência Pedagógica, como fenômenos a serem percebidos pelo educador.

 

O Casamento e a Família Como Caminho Individuação

Nairo de Souza Vargas

Utilizando-se de conceitos da Psicologia Analítica de Jung e da psicologia Simbólica de C. Byington, o autor enfatiza a importância da relação conjugal e da vida familiar como locais ricamente propiciadores da individuação. Procura, refletindo sobre sua experi6encia no trabalho com terapia de casais e de família, defender a idéia de que estas duas instituições são tão freqüentemente escolhidas como maneira das pessoas, justamente por oferecer, para esta maioria, condições estimuladoras para a individuação.

 

Jung e o Feminino Dividido

Peter Mudd

Conferência promovida pela SBPA, realizada no dia 17/05/89.

 

O Encontro na Paixão

Helena Albuquerque

Este artigo traz reflexões sobre o tema da paixão e do amor no relacionamento entre as mulheres e os homens, partindo da literatura, mitos e lendas. As novas formas atuais de casamento são aqui entendidas como expressão da busca por um relacionamento de alteridade, realçando o papel da amizade na vida conjugal. Algumas das idéias de Jung, guggenbuhl-Craig e Carlos Byington sobre o tema são também comentadas.

 

Psicoterapia e Alquimia – Separatio

Edward Edinger

Reproduzido com permissão de Quadrant-journal of the C.G.Jung Foundation for Analytical Psychology.

 

Buracos Brancos

Pedro Ratis e Silva

Exercício de Psicologia Simbólica, no qual o autor tenta enfatizar o pensamento abstrato característico do universo paranóide, incursionando por seus territórios e, de saída, revendo alguns conceitos centrais da Psicologia Simbólica. Procura dar ouvidos às reverberações dos lamentos contidos no discurso da psique ferida (psico-pato-logia), dilacerada em sua dignidade e presa nas teias das teorias que se pretendem formar a partir da observação do processo fisiológico (sadio) e não do patológico. Tais teorias, apesar de sua caducidade, ainda predominam no subtexto da reflexão junguiana. Propõe-se uma visão de baixo para cima e de dentro para fora do labirinto de certezas que aprisionam as inquietantes – pouco ouvidas e ainda menos consideradas como importantes – dúvidas de certas pessoas que talvez não sejam tão doentes quanto são julgadas.