Revista Junguiana 6

Revista Junguiana 6 – Esgotada

Psicologia e Alquimia – Mortificatio

Edward Edinger
Reproduzido com permissão de Quadrant Journal of the C. G. Jung Foundation for Analytical Psychology, vol. 14, no 1, 1981.

revista junguiana 6Sentimento Religioso e Análise: Um Toque de Oxalá

Pedro Ratis e Silva

Reflexão poética sobre o sentimento religioso e a análise psicológica. A difícil tarefa de confrontar-se com o vazio. O símbolo e as imagens correlatas de Deus, do Self, de Oxalá ( o orixá do branco na mitologia dos yoruba). A tendência regressiva da religiosidade dentro da Psicologia Analítica.

 

A Instituição, Desejo e Morte

Malvina E. Muskat

O artigo trata da questão existencial que promove a necessidade de organizar e ordenar o mundo como forma de apropriação do invisível. A totalidade original perdida, com o surgimento da consciência, promove no homem a necessidade de ordenação, como uma forma mítica de transcender a dicotomia. Examinamos aqui, como esse fenômeno se dá ao nível da organização espontânea de grupos e da manutenção dos mesmos.

 

Adolescência e Interação Social do Self Individual, Familiar, Cultural e Cósmico

Carlos A. B. Byington

Através dos conceitos de símbolo estruturante, eixo simbólico, arquétipo regente, ciclo arquetípico e elaboração simbólica, o autor aborda o Self como a interação da totalidade das forças psíquicas conscientes e inconscientes nas dimensões individual, familiar, cultural e cósmica. Define seus parâmetros teóricos e gráficos, não como redutivos e sim como referenciais que permitem o estudo conjunto e, ao mesmo tempo, individualizado destas quatro dimensões. Menciona a dificuldade da percepção da psique na dimensão grupal. Descreve um quatérnio arquetípico familiar e relaciona-o com os papéis familiares, formando uma roda viva, persona múltipla à disposição dos membros familiares para a elaboração simbólica e a formação de identidade. Argumenta que a s regras de casamento e as proibições do incesto em sociedades não industrializadas não são a causa da cultura e sim a própria cultura, pois resultam da elaboração simbólica matriarcal do Self cultural. Percebe a crise da adolescência como a primeira grande constelação da consciência de alteridade com seus Arquétipos da Anima e do Animus na psique individual, e analisa a luta destes arquétipos com os arquétipos parentais na cultura e na família. Analisa a luta dos arquétipos no Mito de Narciso e Eco e chama a atenção para a constelação defensiva do dinamismo patriarcal na anorexia nervosa. Relaciona o padrão de alteridade (Anima-Animus) também com a busca social democrática e com grande parte das vicissitudes do casamento moderno. Descreve a necessidade dos limites no padrão de alteridade na vivência plena da intimidade com o Self. Diferencia o coniunctio parental do coniunctio de alteridade e, dentro conjugal, existencial e terapêutico. Aborda, a seguir, a utilidade da abertura e do fechamento do vaso terapêutico e conclui chamando a atenção para a formação da identidade ontológica no Self individual, familiar, cultural e cósmico.

 

Obre a Alegria e a Tristeza

Fabíola Luz

O presente trabalho usa como eixo central a história “Mal da Lua”, contida no filme KAOS, dos irmãos Taviani (1985), para explorar a psicodinâmica da Psicose Maníaco-Depressiva, relacionando os achados simbólicos do filme com a experiência clínica da autora. Na exploração do tema em questão são abordados os mitos: “O Lobisomem” e “Cibele e Atis”.

 

O Mito do Amor Impossível

Zelita Seabra

A presença insistente e recorrente de um final infeliz nas estórias de amor da mitologia e da literatura universal cobram uma reflexão sobre esse fato. Antes de iniciá-la, o autor propõe que se defina o pensamento mítico em termos contemporâneos, baseando essa definição nos estudos de Etnologia e Religião Comparada. A mesma postura de espanto e reverência, encontrada nesses estudos, do relacionamento mítico com o universo, é transportada para a consideração do fato do amor impossível, que ganha assim o status de Mito do Amor Impossível. Como matéria prima desta reflexão são narradas estórias de apaixonados infelizes: Píramo e Tisbe; Ceyx e Alcione; Paolo e Francesca da Rimini. O comentário sobre Romeu e Julieta dá o fecho ao ensaio.

 

Reflexões Sobre o Triângulo Edípico

Iraci Galiás

A autora reflete sobre a problemática edípica no plano pessoal e no plano arquetípico. Discute ser essa problemática bifásica, ou seja, não só ser enfrentada na infância mas também na vida adulta. Discorre sobre os papéis a serem desenvolvidos, no curso normal, pelo filho(a), pai e mãe. Discute os desvios nesse desenvolvimento descrevendo aí a Síndrome de Retificação do Triângulo. Aborda a problemática edípica como sendo uma vivência não restrita somente à família, mas que se estende às outras instituições e à família psicológica.

 

O Elefante

Denise G. Ramos

WhatsApp chat