Revista Junguiana 36/1

Revista Junguiana 36

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revista junguiana 34Música: Uma Possível Ampliação de Recursos no Setting Analítico

Julio César Nunes Ito

Num movimento de resgate do valor terapêutico da música, este artigo procura ampliar as possibilidades de recursos a serem trabalhados no setting clínico junguiano. Através de uma revisão de literatura da psicologia analítica, percebeu-se uma carência de material relacionado à música como um recurso terapêutico. A partir deste ponto, são apresentadas algumas reflexões de como a música e o inconsciente podem se relacionar pela perspectiva da psicologia analítica.

 

A experiência pessoal de C. G. Jung com a música, as relações entre música e imaginação ativa, música e neurociências, assim como algumas implicações da utilização desta arte no setting analítico são discutidas neste trabalho. Inserindo a música na clínica junguiana, ela apresentou-se propícia a: estimular a função transcendente, favorecendo a evocação de imagens da psique; rebaixar as defesas egoicas; complementar o trabalho como uma linguagem não verbal e a induzir ao relaxamento, auxiliando a passagem para um estado alterado de consciência, enriquecendo assim o trabalho terapêutico com material simbólico-musical.

 

Reflexões Sobre a Prática da Supervisão na Formação Profissional:

Uma Perspectiva Junguiana – Elizabeth Christina Cotta Mello – Maddi Damião Jr.

Este ensaio pretende apresentar uma reflexão inicial a propósito da prática da supervisão, seu papel na formação profissional e da especificidade que possui na formação clínica, a partir do horizonte da teoria junguiana. A supervisão é uma das atividades básicas de integração entre teoria e prática. Entendemos que a supervisão seja fundamental para a formação de uma analista junguiano e precisamos refletir sobre suas especificidades, pois ela insere um dado que é eminentemente qualitativo na formação e no ensino da psicologia junguiana, seja pela singularidade da compreensão e da síntese produzida pelo supervisionando, seja pela referência a um terceiro, à relação terapêutica ou ao campo de atuação que se encontram presentes no processo de ensino-aprendizagem na forma de relato. Por outro lado, há questões que são levantadas quanto à prática do supervisor, como os critérios de avaliação do supervisionando e a eficácia do processo de supervisão.

 

A Relação Professor-Aluno o Arquétipo Puer-Senex

Vivian de Freitas Bandeira

Ivelise Fortim

Este artigo objetivou realizar uma revisão de literatura junguiana sobre a relação professor-aluno e as suas interfaces com o arquétipo puer-senex. O estudo se faz relevante na medida em que a qualidade da relação professor-aluno interfere no processo de ensino-aprendizagem. Percebe-se uma modificação na figura do professor como central, assim como na do aluno, para a ênfase na relação que ocorre entre ambos no processo educacional. Observou-se que, quando ocorre uma polarização do arquétipo em que o senex está associado ao mestre-instruído e o puer ao aprendiz-ignorante, existe uma cisão do arquétipo implicando em um professor que cessou o aprender e está livre de imperfeições e um aluno que depende totalmente do mestre para obter conhecimento. Por fim, sugere-se um aumento no número de estudos neste campo, tendo em vista que as pesquisas que estabelecem uma interlocução entre a psicologia analítica e a educação são escassas, e quando existentes, são pouco sistematizadas e consistentes.

 

Expressões da Sexualidade: Um Olhar Junguiano

Ana Lia B. Aufranc

Até o início do século XX havia uma definição rígida do que era ser homem e do que era ser mulher, da masculinidade e da feminilidade. Atualmente as questões de identidade de gênero e de orientação sexual vão além do binarismo e configuram uma sexualidade mais fluida que desafia a consciência coletiva. Nossa cultura judaico-cristã levou a uma sobrevalorização do masculino em detrimento do feminino e às repressões daí decorrentes na história de nossa sexualidade. Alguns aspectos dessa história, no Brasil, são revistos a fim de nos situarmos no panorama atual. Ao despirmos os conceitos de anima e de animus de seu viés cultural e de padrões rígidos, podemos compreender que o arquetípico se expressa nas mais diferentes polaridades, no feminino e no masculino, na alma e no corpo, dentro e fora de nós e que a psique individual bem como a coletiva se transforma e desenvolve seu potencial criativo a partir da diferenciação e da integração das diferentes polaridades.

 

O Curador-Ferido e a Individuação

Renata Ferraz Torres

Este trabalho tece reflexões a respeito da importância da elaboração do arquétipo do curador-ferido na vida do analista. A autora discorre sobre livros e artigos de periódicos que endereçam o tema.

 

Anima-Animus de Todos os Tempos

Ana Maria Cordeiro

 

Intimidade em Relações Amorosas

Álvaro Nascimento