Revista Junguiana 1 – Esgotada

Uma Teoria Simbólica da História

O mito cristão como principal símbolo estruturante do padrão de alteridade na cultura ocidental.

Carlos A. B. Byington.

revista junguianaO artigo busca desenvolver uma conceituação de Antropologia Simbólica que possa perceber e estudar o Self Cultural a partir de quatro estruturas arquetípicas básicas: matriarcal, patriarcal, alteridade e cósmica, na sua transformação histórico-evolutiva da Consciência Individual e Coletiva através de símbolos estruturantes. Esta metodologia nos permite estudar a interação dos símbolos estruturantes de culturas diferentes nas sociedades pluriculturais em contexto dinâmico e igualitário. Esta perspectiva simbólica aplicada à História da Cultura Ocidental se destina a estudar a transição da dominância patriarcal para a alteridade através dos símbolos estruturantes do Mito Cristão. Simbolicamente, os quatorze séculos de Inquisição são vistos reintensificando o dinamismo patriarcal a ponto de patriarcalizar o Mito Cristão, estabelecer a dicotomia Cristo-Diabo e levar à dissociação do Self Cultural no séc. XVIII, produzindo uma grave fixação cultural no desenvolvimento da alteridade no Ocidente daí em diante. São discutidos alguns aspectos dessa dissociação cultural e enfatizada a importância do conceito de Patologia Cultural e de resgate do dinamismo matriarcal ferido.

Histeria: A Síndrome Mítica

Niel Micklem

Artigo traduzido com autorização de Spring Publications, New York, do original “On Hysteria”, Spring 1974, págs. 147-165. Este artigo é a revisão de uma conferência proferida pelo autor em Londres em fevereiro de 1971. O autor é médico e analista, membro da I.A.A.P. (International Association for Analytical Psychology). O artigo foi publicado originalmente no Spring Annual of Archetypal Psychology and Jungian Thought-1974.

Arquétipo do Inválido e os Limites da Cura

Adolf Guggenbühl-Craig

Artigo traduzido com autorização de Spring Publications, Artigo traduzido com autorização de Spring Publications, New york, do original “The archetype of the invalid and the limits of healing”- Spring 1979, págs. 29-41.

A Imagem Arquetípica do Médico Ferido

Jess Groesbeck

Reproduzido com permissão do Journal of Analytical Psychology, Londres, do original “The archetype of the wounded-healer”, J.A.P., vol. 20 – no 2, 1975.

O Sonho de Descartes

José Osvaldo de Meira Penna

O artigo salienta a importância dos três sonhos que teve Descartes aos vinte e três anos, no momento decisivo em que concebeu sua filosofia racionalista expressa, fundamentalmente, no Discurso sobre o Método. Já na experiência onírica surge uma contradição fundamental entre o caráter intuitivo, irracional e simbólico, de um lado, e o frio sistema matemático do filósofo. A expressão onírica é assim pertinente, numa interpretação do impacto do cartesianismo sobre o pensamento moderno, como alicerce de nossa civilização científica e tecnológica. A experiência pode ser comparada a uma crise purgativa mística, anterior ao processo criativo. As contradições entre as circunstâncias dos sonhos e a filosofia matemática de Descartes são enfatizadas, com citações de M. L. von Franz, J. Maritain e L. Brunschvicg, entre outros. A conclusão final é que os sonhos constituem uma tentativa do Inconsciente para forçar o Eu consciente a levar em maior consideração aquelas instâncias afetivas, emocionais, transcendentes e supra-racionais com as quais o filósofo pouco se preocupou.

O Desenvolvimento Simbólico da Personalidade

Carlos A. B. Byington

O artigo expõe o conceito de Símbolo Estruturante com a função prospectiva como vínculo central entre os processos inconscientes e a estruturação da Consciência (Eixo Ego-Self de Neumann) no Indivíduo e na Cultura. Inclui uma Epistemologia Psicológica na qual aborda os fundamentos de uma Psicologia Simbólica. Agrupa os Símbolos de Self Individual em quatro dimensões estruturantes: Corpo, Sociedade, Ideação-Emoção e Natureza e estuda a indiscriminação normal e patológica da Consciência por estes Símbolos durante sua estruturação. A seguir descreve sumariamente quatro ciclos arquetípicos com início consecutivo e o funcionamento posterior simultâneo no desenvolvimento da Personalidade, ou seja, Matriarcal, Patriarcal, Alteridade e Cósmico dentro do eixo Ego-Self, cada um com características conscientes e inconscientes e os correlaciona com as quatro dimensões estruturantes no funcionamento do Símbolo. Finalmente discrimina a polaridade normalidade e patologia através do conceito de Sombra Patológica, ilustrando esta discriminação com a Psicologia dos Símbolos da Inveja e da Homoafetividade Estruturante.