Pensamento junguiano

Pensamento junguiano

pensamento-junguiano-1Doze autores ligados à SBPA assinam obras ou capítulos neste semestre.

A adolescência, as saudades e os sonhos estão entre os assuntos que analistas junguianos, ligados à Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA), exploraram em suas publicações no segundo semestre de 2014.

Em julho, chegou às livrarias o livro Terapia de Família com Adolescentes (ed. Roca). Organizado por Gisela M. P. Castanho e Maria Luiza Dias, contou com a colaboração de Carlos Amadeu Botelho Byington e Nairo de Souza Vargas, membros fundadores da SBPA, e Vanda L. Di Yorio Benedito, que abordaram o tema dentro da perspectiva junguiana.

Trata-se da primeira obra brasileira sobre terapia de família com filhos na adolescência, etapa de reformulações e questionamentos que transformam os padrões de comunicação e comportamento no grupo familiar.

Maria Zelia de Alvarenga, prolífica autora junguiana, propõe uma leitura simbólica dos castigos divinos expressos pelos mitos. Por que os deuses castigam? (ed. Casa do Psicólogo) dá nome ao livro lançado em agosto. A analista entende os assim chamados “castigos” como uma oportunidade de a pessoa retomar seu caminho de individuação.

Sonhos na Psicologia Junguiana: Novas Perspectivas no Contexto Brasileiro (ed. Paulus) é o título da publicação organizada pelos analistas Durval Luiz de Faria (AJB), Laura Villares de Freitas e Marion Rauscher Gallbach (SBPA) e lançada em outubro.

Entre outros autores, Denise Gimenez Ramos, Eloisa M. D. Penna e Maria Sílvia Pessoa, membros-analistas da SBPA, também figuram na obra que aborda novas formas e novos contextos de trabalho com sonhos, que incluem centros de atendimento da rede pública e as casas-abrigo.

O seriado norte-americano “The Big Bang Theory”, da rede CBS, ensejou a publicação do livro The Big Bang Theory e a Psicologia: Não Sou Louco! Minha Mãe me Testou! (Ed. Leograf), também em outubro. A obra, organizada por Ivelise Fortim, contou com a participação de alunos do curso de pós-graduação em psicologia clínica da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), do Núcleo de Estudos Junguianos, além de professores do curso de psicologia daquela instituição.

Os autores analisam os personagens nerds e chamam a atenção para situações que podem ser vividas por qualquer um. Ana Célia Rodrigues de Souza, coordenadora do MiPa, núcleo de mitologia e psicologia analítica da SBPA, assina um dos capítulos: “Um olhar mitológico”.

No mês de novembro, Eloísa M. D. Penna autografou o livro Processamento Simbólico-Arquetípico: Pesquisa em Psicologia Analítica (ed. Educ Puc). Nele, a autora analisa trabalhos de mestrado e doutorado e propõe um método de pesquisa em psicologia analítica, o qual denomina Processamento Simbólico-arquetípico, apresentando as ferramentas que conferem às pesquisas a marca junguiana.

Victor Palomo, ainda em novembro, foi o responsável pelo lançamento mais recente na comunidade SBPA: Qui nem jiló – A Saudade do Lugar de Origem (ed. Escuta). Após identificar as origens históricas do conceito, Palomo debruça-se sobre a saudade brasileira, analisando poemas de Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes e Torquato Neto. A essa perspectiva, ele acrescenta uma possível função do pathos saudoso no processo de individuação: a releitura de um passado que se constitui, positivamente, como marca afetiva referencial.

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